sábado, 27 de junho de 2009

ABRAÇANDO MAGOS

Todos sabem que o Abraço Vampírico impossibilita um Mago de fazer suas mágikas, este ato destrói o seu Avatar e costuma ser extremamente traumático para o mago, sendo tão horrível quanto o abraço de metamorfos e fadas.
Poucos são os magos que sobrevivem ao abraço, pois a maioria fica com fortes seqüelas, que acabam com o possível suicídio do mago. Isto costuma ser o mais lógico, porque perder a sua capacidade de alterar a realidade e de ver o mundo de outros olhos é tão horrível que sofre o Gilgul. No entanto há boatos sobre alguns magos que sobreviveram a este processo, principalmente na Ordem de Hermes, onde se fala que uma das suas Casas, a Casa Tremere, durante a Idade Media se transformou em vampiros e se tornou um poderoso grupo de mortos-vivos, tendo até desenvolvido uma versão vampírica de mágica estática, a Taumaturgia. A Ordem de Hermes nega veemente que este grupo sobreviveu e que ele foi destruído há muito tempo. Bem, como foi dito isto é um boato.

Como isso ocorre?
Há duas maneiras de um mago ser abraçado, em crônica ou na construção de um personagem (sim, é possível). Ambos serão mostrados a seguir.

Durante crônicas
O Abraço, o ato de criar um vampiro, é relativamente simples, na qual o vampiro suga todo o sangue do
“candidato” e depois rasga o seu pulso e coloca o seu próprio sangue na boca da vitima. Às portas da morte, a vítima consome o sangue com muita voracidade, e depois de alguns minutos se torna um vampiro.
Isso ocorre geralmente com Adormecidos, mas em Despertos isso não é muito simples, pois por ter um Avatar Desperto, ele está ligado com a verdadeira natureza da realidade e o Abraço destrói violentamente o seu Avatar, sendo no mínimo uma experiência dolorosa.
Para determinar como isso ocorre, no ato do Abraço o jogador do Mago faz um teste com o seu nível do
Antecedente Avatar (aqueles que não tem o Antecedente podem testar com pelo menos 1 dado) com uma dificuldade igual ao seu nível de Arete +3 (no máximo 9) e aqueles que possuírem o Antecedente Destino podem utilizar o seu nível para diminuir na dificuldade no teste.
O resultado no teste é descrito a seguir:

- Sucesso – O mago agüentou o tranco do Abraço sem muitas seqüelas graves, mas o novo vampiro se torna uma pessoa triste e nostálgica, por isso ele fica com +1 na dificuldade em todos os seus testes por um período de tempo determinado pelo Narrador.
- Falha – Neste caso o mago não agüentou bem o Abraço, que foi doloroso e traumático, deixando grandes seqüelas no mesmo. Por isso ele acaba adquirindo uma Perturbação que pode durar por tempo indeterminado, na qual não poderá ser curado por meios sobrenaturais ou naturais. Só o tempo dirá se ela poderá ser superada ou não.
- Falha Critica – Este é o caso é o mais traumático que pode ocorrer, pois o Abraço foi extremamente doloroso deixando graves seqüelas no mago. Com isso ele sofrerá de uma depressão profunda com forte tendência suicida ou, pior ainda, na qual o ex-mago adquire uma compulsão homicida para destruir o vampiro que o criou.


Na Criação de Personagem
Neste caso um jogador deseja jogar com um vampiro ex-mago. Ele deve comprar o Defeito Psicológico Mago Abraçado, que vale 2, 3 ou 4 pontos. Onde o valor de 2 pontos equivale ao Sucesso no teste descrito acima, o de 3 pontos equivale a Falha no teste e o de 4 pontos equivale ao resultado de Falha Critica.
A construção de um personagem vampiro ex-mago segue o padrão personagem normal de Vampiro, onde deve-se escolher tudo normalmente: Clã, Habilidades (podendo comprar habilidades exclusivas de magos), Antecedentes (além de alguns de mago, descritos a seguir), Virtudes e etc.
O caso das Disciplinas é um caso à parte, pois embora um mago não tenha custos modificados, é muito difícil para ele desenvolver suas Disciplinas, pelo menos no início de sua não-vida. Ele está acostumado a uma magia dinâmica, e a mágica linear das Disciplinas iria frustrá-lo... Por isso, ele começa com as Disciplinas de Clã normalmente, mas deve-se reforçar durante a crônica suas dificuldades em desenvolve-las.
Por outro lado, após se acostumar com as Disciplinas, um ex-mago com certeza teria facilidade em desenvolver Taumaturgia ou, dependendo de seu antigo Paradigma, qualquer outro tipo de magia de sangue (como Necromancia ou Koldunismo). Aqui estão algumas sugestões de Linhas Taumatúrgicas ou outros tipos de magia de sangue apropriados a cada Tradição:

- Irmandade de Akasha: Movimento da Mente, Contramágica Taumatúrgica.
- Coro Celestial: Contramágica Taumatúrgica, Linha da Vingança do Pai (do Guia do Sabá) e Sedução das Chamas.
- Eutanatos: Mãos da Destruição, Linha do Sangue e mais Necromancia: Linha da Cinza.
- Ordem de Hermes: Linha do Sangue, Linha da Conjuração, Controle Elemental, Contramágica Taumatúrgica e Manipulação Espiritual.
- Oradores dos Sonhos: Manipulação Espiritual, Controle Elemental e Controle do Clima.
- Verbena: Linha do Sangue, Linha Verde, Controle do Clima e Controle Elemental.
- Filhos do Éter / Adepto da Virtualidade / Tecnocratas: Linha da Tecnomancia, Linha da Conjuração.
- Vazios: São mais comuns estas: Linha do Sangue, Contramágica Taumatúrgica e Necromancia: qualquer linha serve.
- Nefandi: Linha da Corrupção, Mãos da Destruição, Manipulação Espiritual, Necromancia: qualquer linha serve, mas as de Mortuus, Vítrea e do Osso são muito apropriadas, e Taumaturgia Negra (Claro!!! Essa não pode faltar....)

sábado, 6 de junho de 2009

HUMOR


A turma da Primeira Cidade vai discutir um problema dos Infernos... A admissão de Baali.



Ventrue> Boa noite, damas, cavalheiros e... coisas. Espero não ter me atrasado.


Malk> Fica frio, chefe, estamos só acabando uns detalhes e tudo certo.


[Ventrue repara que sua mais bela, inteligente, séria e sexy filha está usando uma roupa
coladíssima e conversando com Malk toda empolgada; e tem uma atitude de pai compreensivo]


Ventrue> FILHA?!?

Filha de Ventrue> PAPAI?!?

Malk> Vocês se conheciam?

Ventrue> O que vocês estão fazendo?!? [A filha de Ventrue sai correndo]

Malk> Deixa de ser radical, eu só estava ensinando a ela alguns pontos sobre estratégia.

Ventrue> Estratégia?

Malk> É, tá tudo aqui no livro. Estamos nos esforçando pra caramba, passamos todas as noites das últimas duas semanas praticando.

Ventrue> MAS ISSO AQUI É O KAMA SUTRA!!!

Malk> Cê tá zoando? Quer dizer que todas aquelas noites foram em vão? Mas a gente fez tudo o que o livro mandava!


[Uma hora depois que o frenesi de Ventrue passou...]


Brujah> Hei, baixinho, eu não sabia que tu conhecia a manobra da cabeçada através da nuca.

Ventrue> Isso é pra esse demente aprender a não mexer com a filha dos outros. Bem, estamos aqui para discutir um assunto seriíssimo, de importância máxima.

Brujah> Como eliminar os VAMPIROS MAIS CHATOS.

Sutekh> Ou ossss dessscontentessss com o poderosssso império egípcio...


Saulot> Férias, deveríamos pensar em férias.

Giovanni> Quem está descontente com o Egito?

Brujah e Haqim> EU.

Lasombra> Gostei da idéia de férias. Viajar...

Tzim> Podíamos brincar de pregar a rabo na morcego.

Gangrel> Morcegos não tem rabo, seu imbecil.

Tzim> Os meus têm. Nâ, nâ, nâ, nâ...

Lasombra> O México é lindo nessa época do ano...

Tzim> Também acho.

Malk> Gostei da idéia, Tzim. Podíamos jogar RPG!

Todos> Não.

Malk> Jogar damas!

Todos> Não.

Malk> Jogar Tremere na parede!

Todos, exceto Tremere> Huuuummmmmm......

Tremere> É ótimo ver como sou querido aqui.

Nos> Tá reclamando do quê? Foi você quem quis vir, ninguém te chamou aqui.

Tremere> Quer dizer que agora sou reconhecido como membro?

Lasombra> CLARO QUE NÃO!

Tremere> Eu odeio a minha vida.

Ventrue> Agora que todos já falaram as besteiras de início de reunião, vamos discutir a admissão de um novo membro.

Nos> Outro? Isso aqui tá virando uma feira livre.

Ventrue> Nobres Antediluvianos...

Tremere> Viu Lasombra? Ele me reconhece como nobre.

Nos> Fica quieto, Tremere, ele diz isso pra qualquer um.


[A porta abre e um garoto vestido de preto aparece. Saulot esbugalha os olhos]


Saulot> VOCÊ?!?

Sutekh> E aí, grande garoto?!?

Baali> Salve, poderoso Sutekh!

Gangrel> Peraí, DESDE QUANDO vocês se conhecem?

Saulot> QUEM QUER SABER? ELE NÃO VAI ENTRAR!

Tremere> Ei, Saulot, eu nunca vi você tão alterado. Cadê todo aquele papo de Golconda, paz, serenidade...

Saulot> NÃO ENCHE O SACO!

Malk> [Esfregando as mãos] É hoje.

Ventrue> Esse é o jovem Baali, está aqui hoje para adentrar no grupo dos Treze.

Saulot> ELE NÃO VAI ENTRAR!

Sutekh> Ele vai entrar, sssim! E aí, garoto? Eu ssssssabia que voxê tinha potenxial.

Saulot> ELE NÃO VAI ENTRAR!

Baali> Que é isso, papai? Deixa de ser careta, bicho!

Todos> PAPAI?!?

Saulot> Eu, eu, eu...

Haqim> Tudo bem, a gente entende o que aconteceu.

Tremere> A gente uma ova! Eu quero detalhes!


[POW!]


Tzim> Ovrigado, Saulot. Bem, Ventrue, quais são as qualificações dela?

Ventrue> Ele já mostrou que é eficiente em lidar com mortais e, acima de tudo, mostrou o devido respeito pelo poder constituído.

Nos> OU SEJA, ele é mais um puxa-saco seu.

Giovanni> Esperem, está tudo indo muito rápido, precisamos de todos para votar. Onde está Ravnos?

Haqim> Quem precisa daquele larápio?

Gangrel> Você é muito implicante com ele.

Haqim> SEI LÁ ONDE ELE TÁ! Acende uma vela preta e sacrifica um bode, quem sabe ele aparece!

Baali> Ei, eu posso fazer isso!

Saulot> CALA A BOCA, MOLEQUE DOS INFERNOS!

Sutekh> Não ligue para o velho, garoto, ele non ssssse conforma com o fato de que eu te ensssinei asss coissasss boasss da vida.

Tzim> Tudo bem que o garoto andou em companhias erradas, Saulot, mas focê non acha que está exagerando?

Saulot> CALA A BOCA VOCÊ TAMBÉM!

Giovanni> E Ravnos que não chega...

Tremere> Mas será que você só sabe falar disso? Que saco! É Ravnos, Ravnos...

Ventrue, Sutekh, Gangrel, Lasombra e Brujah> NÃO!!!

Tremere> [imóvel, assustado com o grito] Que é que foi?

Sutekh> Ssssse falar o nome dele trêsssssss vezessssss, ele aparece.

Tremere> Mas essa é a besteira mais cabeluda que você já contou.

Brujah> Embora deteste admitir, ele está certo, Tremere.

Sutekh> Maisssss ressspeito, seu armário trêsss por quatro!

Brujah> Iscuta aqui, ô minhoca crescida! Vê se pára de encher o saco ou amarro essa tua língua num pára-choque traseiro de um carro, dou a partida e coloco um tijolo no acelerador!

Tremere> A única verdade aqui é que vocês beberam sangue de ostra. Eu saco tudo de magia e isso não existe, querem ver? RAVNOS, RAVNOS, RAVNOS!


[A porta se abre e Ravnos entra de braço dado com Toreador]


Ravnos> E aí, morcegada maneira?


[Todo mundo olha feio para Tremere]


Haqim> LÁ FORA a gente conversa, Tremere…


Ventrue> Voltemos ao procedimento. Seu nome, jovem?

Baali> Baali.

Brujah> Sobrenome?

Baali> SÓ BAALI, INFERNO!

Toreador> Ocupações?

Baali> Perversão infantil, necrofilia generalizada, pornografia barata, contrabando, drogas, sacrifícios humanos, comércio de almas...

Lasombra> Que currículo!

Sutekh> Tô orgulhosão de voxê, garoto!

Tremere> Comércio? Quer dizer... Roubo de almas?!?

Baali> Roubar é uma palavra forte. Digamos... Subtrações sub-reptícias.

Ravnos> Sabe que eu tô começando a gostar desse carinha?

Tremere> Roubo de almas, hein? Tal pai tal filho.

Saulot> SE ELE ENTRÁ, EU FAÇO UMA LOUCURA!!!

Malk> Eu adoro essas reuniões.

Brujah> Ei, Malk!

Malk> Sim, ente grotesco?


[POW!]


Brujah> Eu também.

Ventrue> Ordem nessa birosca. Saulot, PÁRA DE BABAR FEITO UM CACHORRO!!!

Gangrel> Cê tá INSINUANDO ALGUMA COISA, baixinho?

Malk> É isso aí, além do mais, essa cor de baba eu ainda não tenho na minha coleção.

Giovanni> Continuemos. Baali, você tem alguma renda própria?

Toreador> Você só pensa em dinheiro?

Baali> Tenho várias. A Rádio 666...

Sutekh> UMA RÁDIO DOS INFERNOS! U-HÚÚÚ!

Baali> Também tenho a Casa de Aborto Feto Feliz e a Cidade do Demônio Companhia de Demolição, ministro aulas num curso de Tortura Chinesa e sou o dono da patente do Kit do psicopata feliz.


[Obviamente, nessa hora, Saulot já está chorando desconsoladamente]


Nos> Fica assim não, Saulot. O pai de Malk teve a mesma reação quando ele nasceu.

Saulot> Ventrue, eu salvei a sua vida! Você me deve! Se esse... se esse... SE ELE ENTRAR, EU...

Brujah> Ah, já encheu o saco! E daí que o moleque desviou um pouquinho do rumo?

Ventrue> Havemos de convir que esse pouquinho foi uma curva de 90 graus...

Saulot> Eu tô falando, eu conheço ele, é pior do que Malk!

Tzim> Focê tá dizendo isso só pra assustar a gente...

Saulot> É SÉRIO! Eu prefiro dar meu sangue do que apoiar ele!

Tremere> EI, ISSO ROLA!

Nos> o que vai rolar é você num espeto se não ficar quieto.

Haqim> Quieto... huuummmm.

Brujah> Saulot tá reclamando de barriga cheia. Se tivesse dado umas porradinhas básicas no moleque desde o início, ele não tinha desobedecido.

Saulot> VAI LAVAR PENICO!


[Brujah arregala os olhos e, meio segundo depois, Saulot está com a cabeça enfiada na parede no fundo da sala]


Brujah> É como eu sempre digo: Nada como uma carada na parede pra alguém aprender a te respeitar.


Baali> Mas pra que tanto alarde? Estou aqui por desejo de Deus.

Toreador> Deus? Só se o chifrudo lá de baixo mudou de nome.

Baali> Sério, eu estava tomando banho numa banheira cheia de sangue de virgens com meu tubarãozinho de borracha quando descobri que estava destinado à grandeza.

Tremere> Isso aconteceu comigo!

Lasombra> Não ligue, garoto, ele pensa que é alguma coisa aqui.

Tremere> Mas eu sou!

Malk> Tem razão. [Malk encara Tremere e usa seu mais temível poder] Tremere, dançai o mambo!


[De repente, sem poder controlar seu próprio corpo, Tremere levanta e começa a andar em volta da mesa... dançando incontrolavelmente o mambo]


Malk> Ninguém faz isso como ele! Lasombra, é sua vez!


Lasombra> A filmadora tá na mão, garoto! [Lasombra filma com detalhes tudo o que Tremere faz. Tzim retoma o ponto]


Tzim> E qual fai ser sua disciplina, garota?

Saulot> SUMIR DAS VISTAS!!!

Brujah> Ei, eu não te enfiei na parede?

Saulot> Sou o mestre da cura.

Brujah> E eu sou o mestre da força e da velocidade.


[Saulot VOLTA para a parede, num buraco bem ao lado do anterior]


Sutekh> Ei, Brujah, ssssssabe que temosssssss objetivossssss em comum?

Baali> Minha disciplina é do pirú.

Malk> Ótimo. O circo tá completo! Temos um cara que vira uma minhoca crescida, uma mulher que vira cachorro, um alemão que vira um monstro melequento e feio e agora aparece um sujeito cujo poder é virar ceia de natal.

Toreador> Meus deuses, que lindo. Faz pra eu ver, faz?

Tremere> [AINDA dançando o mambo] Alguém me ajude!

Toreador> Você precisa se soltar mais, dançar com mais ritmo.

Ventrue> Seu poder, garoto, será escolhido por mim.

Baali> Porquê?

Tzim> Esses nofatos...

Ventrue> [De saco cheio de ser interrompido] POR QUE VOCÊ NÃO VAI PRO INFERNO?!?

Baali> FEITO!

Nos> [Ironicamente] Força pra Brujah, loucura pra Malk, ilusão pra Ravnos, demonismo pra Baali... Puxa, Ventrue, ainda bem que está do nosso lado!

Malk> E depois o doido sou eu...

Nos> Malk...MORRE!

Toreador> Mas que coisa mais caipira! Morrer está tão fora de moda... Não ligue para essa desengonçada, maninho Malk.

Malk> Malk? Mas quem é Malk? Eu sou o Deus Murphy, o senhor do Destino!

Giovanni> Viu só o que você fez, Nos? Surtou de vez!

Malk> Ajoelhem-se diante de mim, vampiros de uma figa! Eu quero sorvete!

Tremere> [Completando a oitava volta] Socorro!

Malk> OBEDEÇAM, SERES INFERIORES, OU EU OS TRANFORMAREI EM MACARRÃO! CADÊ O MEU ALGODÃO-DOCE?

Brujah> Eu tenho a cura pra esse moleque, peraí...


[POW! POW! POW!]


Ravnos> E a paz voltou a reinar...

Saulot> Ventrue, por todos os poderes da pureza, da bondade e dos bons costumes...

Sutekh, Baali e Tzim> EI, PÁRA SENÃO EU VOMITO!

Saulot> ACABA com essa reunião!

Ventrue> Certo, pelos poderes dos Mortos-Vivos, eu nomeio Baali o mais novo membro do grupo. Ele assistirá às reuniões, terá poder de voto, seu poder será instigar o mal no coração dos seres e sua fraqueza será o poder religioso dos outros.

Sutekh> [Chorando de emoção e orgulho] Ssssssente-ssssse do meu lado, filho!

Baali> [Voltando para Saulot] Viu que legal, papai? Vamos nos ver sempre!

Saulot> [Saindo injuriado da sala, arrastando Baali pela orelha] Espera só a gente chegar em casa e ter uma conversinha...

Tremere> SOCORRO, CAMBADA DE INÚTEIS!

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A INFLUÊNCIA DA BESTA
Há um fator muito importante a considerar a respeito da mente vampírica: ao contrário de nós, os Cainitas têm de conviver com a Besta Interior, um instinto bestial extremamente forte, que por vezes chega até mesmo a dominar as ações de um Cainita. A presença dessa bestialidade ajuda a distanciar ainda mais um ser humano de um vampiro.
A Besta torna um vampiro um ser extremamente perigoso para as pessoas ao redor. Um vampiro com pouco sangue em seu corpo se torna imprevisível, pois a qualquer momento a Fome pode tomar-lhe levá-lo a um Frenesi. Da mesma forma, um vampiro sob estresse pode de repente enfurecer-se, atacando todos ao seu redor.
As necessidades vampíricas — a fome, a necessidade de dormir durante o dia, o Frenesi — são controladas pela Besta. Ao contrário dos instintos e necessidades humanas, porém, a Besta é forte e dominante, tentando arrancar o controle da mente racional do Cainita sempre que ele precisar cumprir sua necessidade.
A única forma de controlar a Besta é atender às necessidades vampíricas (alimentar-se, dormir durante o dia, afastar-se de perigos como o Sol e a chama, etc.) e manter a mente racional forte apegando-se a um código de moralidade.
Algo que os vampiros realmente temem é que a Besta os tome por completo. Um vampiro que renegue seus resquícios de Humanidade ou que abandone por completo seu código de conduta perde sua mente racional ou, pelo menos, sua personalidade. Vampiros tomados por sua Bestas são dominados por seus instintos mais básicos. A Besta não é igual para todos os vampiros, porém... Alguns tornam-se animais irracionais, sim, preocupam-se apenas em sobreviver... Outros, porém, podem tornar-se seres cruéis ou mesmo serem dotados de uma astúcia inumana e perversa.


TORMENTOS DA MENTE FRÁGIL
Conforme os conflitos de racionalidade contra bestialidade e humanidade contra vampirismo se agravam na mente vampírica, mais difícil é para um vampiro manter sua sanidade. Não que isso significa que todo vampiro é perturbado mental. Isso apenas significa que muitos vampiros tendem a adquirir hábitos estranhos...
Por exemplo, um vampiro que está quase perdendo sua humanidade e sendo tomado pela Besta pode muito bem tentar se agarrar ao pouco que lhe resta, até mesmo tentando realizar atitudes de Virtude, por puro desespero...
Somado ao desdém que muitos Cainitas sentem pela vida humana, não é de se admirar que muitos adquiram passatempos cruéis ou tendências virtuosas. Isso não significa que são bons ou maus, mas sim que tentam negar um de seus lados, seja o lado humano ou o lado vampírico. Também é por isso que muitos Cainitas envolvem-se em jogos de poder e influência. Distantes dos passatempos e atividades humanas, eles tentam manter suas mentes ativas em seus próprios jogos, a despeito do que tais atividades possam causar a seus subalternos ou seres humanos.


A ESPIRAL DESCENDENTE
A parte mais assustadora em ser um vampiro é saber que, inevitavelmente, a Besta um dia os conquista. Pode levar anos, décadas, séculos ou mesmo milênios, mas um dia ela conquistará. Muitos vampiros morrem antes que esse dia chegue muitos outros se mantém por dezenas de milhares de anos longe da Besta, mas a diferença entre a mente racional e a bestialidade é que a Besta é incansável, enquanto a mente se cansa, deixa-se levar por derrotas e perdas.
Conforme os anos destroem a moralidade de um vampiro, ele se vê mais e mais próximo de ser tomado pela Besta. Anciões costumam se isolar não só para se protegerem da Jyhad, mas também porque, longe de outros, é menos provável que possam ser forçados cometer os deslizes que levam a Besta ao triunfo. Muitos Matusaléns foram consumidos por sua bestialidade. Os que se mantém racionais tentam se apegar a qualquer moralidade que acreditem que possam salva-los. Isso nem sempre dá certo.

sábado, 23 de maio de 2009

O LADO HUMANO

Embora todos esses fatores contribuam para distanciar a forma de pensar de um vampiro da forma de pensar de um mortal, a grande maioria dos vampiros ainda procura se apegar aos valores humanos. Esses são os vampiros que seguem os caminhos da Humanidade.
O caminho da Humanidade é a única alternativa dos mortos-vivos que ainda tentam se apegar a algo de humano dentro deles. Tomando a moral humana como lei própria, eles evitam matar ou roubar, tentando de toda forma possível compreender os humanos.
Isso não significa que os vampiros que seguem o caminho da Humanidade sejam “bonzinhos” ou “gentis”, ou mesmo que sejam “humanos”. Isso significa que eles apenas tentam agir como seres humanos. Vampiros, no fundo, são os maiores hipócritas, pois muitas vezes compreendem poucas as motivações humanas, mas tentam copiá-las. Essa tentativa é obviamente imperfeita. Poucos são os vampiros que realmente compreendem o caminho da Humanidade e o seguem fielmente. Os demais, cedo ou tarde, se distanciam dos seres humanos mesmo clamando seguir a Humanidade. Eles se apegam aos aspectos mais básicos do que é ser humano, ignorando os demais aspectos em prol de sua natureza vampírica.
Até mesmo muitos dos monstruosos Sabá se apegam ao pouco que restou de Humanidade neles. Hipócritas como a maioria dos vampiros, eles têm desdém pela Humanidade enquanto se apegam a ela para não serem consumidos pela Besta Interior.
Vampiros com grande Humanidade são raríssimos. A maioria deles foi Abraçada há poucos anos e ainda não teve tempo de ter sua moralidade consumida pelo vampirismo. Poucos resistem à Besta, mantendo-se humanos. Ter Humanidade alta mostra-se uma virtude. Embora a moral humana seja conflitante com a natureza vampírica, aqueles que ainda mantém-se fieis a seus anos vivos são capazes de melhor controlar seu corpo e até mesmo de realizar certas funções vitais sem a necessidade de concentração e uso de seu sangue (em termos de jogo, um vampiro precisa gastar [8 - Humanidade] pontos de Sangue para realizar alguma função vital, incluindo excitar-se para uma relação sexual ou respirar durante uma Cena. Vampiros com Humanidade 8 ou mais podem fazê-lo automaticamente).
Um vampiro que segue a moral humana não é menos monstruoso que aquele que segue códigos mais vampíricos de moralidade. Ele é apenas mais hipócrita e mais sutil em suas monstruosidades. Apenas os mais humanos dos vampiros deixam seu lado monstruoso de lado, embora tal controle sobre sua natureza tenha a tendência de se enfraquecer com o passar dos anos.


O LADO MONSTRUOSO

Certos vampiros abraçam códigos inumanos de conduta. Tais códigos, chamados Trilhas de Sabedoria ou Caminhos de Moralidade, tentam ser harmoniosos com a natureza vampírica, dando a um Cainita propósitos e motivações que, embora sejam quase sempre conflitantes com a moral humana, os afastam da ameaça de serem consumidos por suas Bestas.
Códigos vampíricos de moralidade podem ser assustadores para pessoas comuns. A maioria deles lida com a aceitação da natureza vampírica, tornando-os difíceis para que um humano os compreenda. Eles não são, porém, simples mandamentos para matar e destruir.
Muito pelo contrário: muitos buscam fazer o vampiro praticar o autocontrole e agir com convicção. Mesmo os códigos mais bestiais lidam com a harmonia entre a mente racional e a aceitação dos instintos animalescos do Cainita. Portanto, mesmo um Cainita inumano tem moralidade.
É um erro imaginar que as Trilhas de Sabedoria apenas se opõem à moral humana. Muitas delas condenam mortes sem sentido, embora não vejam problemas em matar por causa de necessidades ou quando não há outra escolha.
Cainitas inumanos podem parecer estranhos para os mortais. A maioria aparenta não ter sentimentos ou ser estranhamente cruel. Isso não é bem verdade: esses Cainitas apenas têm valores diferentes. De fato, seguidores de diferentes Trilhas com freqüência têm dificuldades para se entenderem, visto que suas prioridades e comportamentos são muito diferentes.
Note que não é fácil seguir uma Trilha de Sabedoria.
Em primeiro lugar, o vampiro precisa deixar definitivamente tudo o que lhe resta de humano para trás.
Além disso, tendo sido incorporados a uma nova moralidade, eles precisam se manter fiéis a sua nova moralidade. Ignorá-la somente até aonde é conveniente é uma armadilha mortal, afinal isso leva à deterioração de sua moralidade e à vitória da Besta. Por isso, muitos seguidores de Trilhas parecem um tanto fanáticos por seus ideais.

sábado, 16 de maio de 2009

COMO UM IMORTAL PENSA

Os anos nos fazem esquecer antigos sofrimentos e velhas necessidades. O que, então, um imortal poderia pensar de seus anos como uma pessoa normal? Mesmo aqueles com ótimas memórias ainda vêem sua época como mortal na forma de uma vida distante e agora sem sentido. Como as necessidades, problemas, falhas e emoções mortais não estão mais presentes, o vampiro tem dificuldade em compreender sua própria existência como uma pessoa normal. Muitos dos velhos sentimentos se vão, dando lugar a novos propósitos. Não sendo mais humano, raramente esses propósitos novos levam em conta motivações humanas.
Mais ainda, conforme os anos passam, os últimos resquícios da vida mortal de um vampiro se vão.
Conhecidos morrem, objetos se quebram, mudanças no ambiente ocorrem. A não-vida longa dos vampiros ultrapassa a duração de qualquer resto dos anos vivos do Cainita. Sem esses grilhões da vida para se apegar, o vampiro se distancia ainda mais da humanidade, tendo dificuldade para compreender as mudanças na socieda humana.
É por isso que a maioria dos Anciões possui um comportamento estranho, relativo aos seus dias vivos.
Incapazes de se adaptarem à sociedade mutável humana, eles se apegam ao que conheciam em vida, tornando-se seres anacrônicos, quase relíquias do passado.

sábado, 9 de maio de 2009

COMO UM PREDADOR PENSA

Se apenas o estado de morto-vivo bastasse para formar a mente vampírica, talvez eles não fossem tão alheio a nós... Outro fator os torna inumanos, porém: a necessidade de sangue humano. Essa necessidade o torna um predador que, aos poucos, começa a ver a humanidade como pouco mais do que alimento.
Muitos jovens vampiros, ainda com recordações concretas de sua antiga mortalidade, vêem o ato de se alimentar de sangue como repulsivo. Alguns buscam alimentar-se apenas de pessoas que eles consideram imprestáveis, principalmente criminoso. Outros tentam se alimentar apenas de mortos ou em bancos de sangue. Essa é uma tentativa de manterem-se humanos. Cedo ou tarde, porém, o vampiro nota que precisa se alimentar, que esta agora é sua principal necessidade. Conforme seus anos de mortalidade se distanciam, ele começa a ligar menos para suas restrições morais, melhor aceitando sua natureza vampírica.
Essa mudança gradual de pensamento leva a outra mudança também. O vampiro deixa de ver a humanidade como igual, passando a vê-la como fonte de alimento.
Embora conhecidos, antigas amizades e parentes ainda possam estar a salvo, o vampiro não vê problemas em se alimentar de desconhecidos e transeuntes. Uma boate deixa de ser um lugar para se divertir, tornando-se um campo de caça.
Conforme a humanidade vai se tornando nada mais do que alimento, o Cainita começa a tratá-la com desdém. A vida humana vale pouco para eles. Vampiros mais “humanos” se afastam das pessoas, afirmando que as pessoas devem ser deixadas para resolver seus próprios problemas. Os mais monstruosos chegam até mesmo a ter um prazer sádico em prejudicar (ou tirar) vidas. Da mesma forma que certas pessoas não ligam para animais ou até mesmo os tratam com crueldade, assim o fazem os vampiros.
Vampiros que ainda se clamam humanos e seguem a moral humana, por mais hipócritas que sejam ainda mantém elos com certas pessoas. Amigos, parentes de nascença, velhos companheiros e contatos são bem tratados na medida do possível. Porém, fora deste pequeno grupo, o resto da humanidade nada mais é do que caça.

terça-feira, 5 de maio de 2009

COMO UM MORTO PENSA

Para começarmos a entender as diferenças entre uma pessoa comum e um vampiro, precisamos compreender algo muito importante: um vampiro está morto. Por mais que ele queira ainda se manter humano, seu estado de morte-em-vida o faz se distanciar das pessoas comuns.
Desprovido de funções biológicas, ele é incapaz de sentir diversas das necessidades de uma pessoa comum. Isso afeta seu comportamento, suas atitudes, suas prioridades e até seus sentimentos.
Em primeiro lugar, estando morto, um Cainita não respira. Embora alguns (aqueles com alta Humanidade) ainda o façam inconscientemente, a maioria dos vampiros precisa se concentrar nessa função para simulá-la, e isso não é fácil: qualquer distração e ele inconscientemente pararão de respirar. A falta de respiração parece algo pequeno para afetar o comportamento de um vampiro, mas não é... Analisemos mais a fundo...
Vejamos... Você não respira. Logo, não suspira, não boceja, não bufa, não fica ofegante. Parece pouco, mas muitas de nossas expressões são acompanhadas por um ritmo específico de nossa respiração. Para as pessoas, o vampiro parece frio, desprovido de emoções em muitos casos. Um vampiro furioso não irá bufar enquanto um apaixonado não suspira... Mesmo que sinta tais emoções, ele as demonstra de forma imperfeita. Essa frieza aparente afeta os relacionamentos de um vampiro com pessoas comuns. A dificuldade em se expressar aos poucos faz com que o vampiro se isole das pessoas, mesmo que inconscientemente. Esse isolamento com o tempo vai mudando o comportamento do vampiro. Conforme ele se afasta dos mortais, se distancia de sua própria humanidade.
Respiração é, porém, um fator pequeno se comparado a outras funções biológicas. Aí, um dos fatores mais importantes do comportamento humano, a sexualidade, precisa ser discutida. Em primeiro lugar, sexo é, para a maioria dos vampiros, algo supérfluo e sem sentido. Eles não sentem atração sexual como os mortais. Uma pessoa bonita é apenas isso: uma pessoa bonita. Não há aquela atração forte, não há excitação involuntária. O vampiro consegue se excitar apenas quando quer, e ainda assim isso gasta a energia de seu precioso sangue. O ato sexual, então, não traz o mesmo prazer. Embora o toque e as carícias sejam semelhantes, não há orgasmo, não há a respiração, o suor, tornando relações sexuais extremamente frustrantes. Os vampiros que praticam relações sexuais costumam usá-las para aquilo que
Realmente lhes dá prazer: beber sangue e adquirir vantagens... Ou então o fazem tentando se sentir humanos novamente, embora as sensações não sejam em nada semelhantes a sexo real entre duas pessoas vivas.
Há outras funções importantes. Até mesmo a falta de vontade de comer ou de ir ao banheiro afeta os vampiros. Conforme se esquecem de como era ter tais necessidades quando vivos, os Cainitas tendem a tratar os vivos como fracos que perdem muito tempo em suas necessidades biológicas. Pode parecer besteira, mas até mesmo isso impede que um vampiro de compreender a humanidade.
Conforme seus anos de vida ficam mais distantes, ele perde aquilo que o fez humano um dia...